segunda-feira, 30 de novembro de 2009

13º Festival de Cinema Luso-Brasileiro









" O 13º Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira a acontecer de 6 a 13 de Dezembro, propõe um confronto saudável entre a cinematografia portuguesa e brasileira. É um espaço que procura intensamente contribuir para a reconciliação do público com o cinema português e proporcionar uma maior abertura à entrada do cinema brasileiro no país, afirmando deste modo o cinema que fala a nossa língua.
Como grandes eixos programáticos do festival, salientamos a aposta no sentido de descoberta de novos valores (marca indelével do festival), na crescente abertura à exibição em novos suportes e na relação do cinema clássico com as gerações actuais.
O Festival de Santa Maria da Feira é o principal espaço de confronto entre as cinematografias portuguesa e brasileira, reunindo as mais representativas produções do biénio 2008/2009.
Durante o certame serão apresentados cerca de 60 filmes nos diversos blocos que constituem a programação, sendo exibidos na sua quase totalidade com a presença dos realizadores e actores."

E nessa programação especial está o filme LAURITA,
selecionado a participar da Competitiva de Curtas do festival.

A exibição será no dia 08/DEZ (terça) às 20h30

Nova Crítica (CURTA CINEMA)









(crítica realizada durante o Curta Cinema
publicada no blog do Workshop de Crítica do festival)
"LAURITA, de Roney Freitas e ANNA de Rúnar Rúnarsson
por Hebert Maia

As mulheres com sua beleza, seus desejos, suas angústias, sempre fascinaram o cinema. Atualmente vemos multiplicarem-se os exemplos de retratos femininos da adolescência e suas complexidades. Encontramos aqui dois filmes que, ao retratarem adolescentes e suas aflições, dialogam entre si. Não imaginaríamos que o curta brasileiro Laurita pudesse estabelecer alguma conexão com o dinamarquês Anna, mas as personagens em meio as suas crises, geram em nós uma empatia com suas histórias e a percepção que vencida as crises a vida será diferente daí em diante.

Já é uma mocinha

No curta Laurita, filme de estréia do diretor Roney Freitas, conhecemos Laura (Helena Gullo), uma menina com seus 11 anos e que está crescendo, deixando algumas brincadeiras de lado e se tornando mulher. Assustada com as mudanças de seu corpo e atormentada pela “Monga”, aquele atração meio circense de parques pequenos que traz uma mulher que se transforma em gorila ao vivo. Se já não bastasse tão difícil fase de sua vida, Laura está na casa de verão de sua família com todas as tias e primas lembrando a todo hora que agora ela já é uma moça, já está crescida. Que terrível hora para crescer.

Roney Freitas nos traz a memória não só as nossas histórias com a adolescência e as mudanças que acontecem no nosso corpo e em nossa vida, mas também nossas lembranças sobre as desventuras em família e como hoje conseguimos rir disso tudo assim como um dia Laura fará.

Uma prima a incomoda com uma história de um suposto beijo com a boca cheia de chocolate que recebeu de um primo mais velho. Laura vai ao quarto do primo, também gostaria do beijo, escolhe ter apenas o chocolate. Talvez se pudesse escolher voltaria o tempo para uma fase menos confusa, é esse o desejo que Laura faz com o cílio no dedo querendo preservar a infância que tão depressa parece fugir dela.

(...) "

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Críticas sobre o LAURITA (JANELA CRÍTICA)




Saíram críticas sobre o filme durante a II Janela Internacional de Cinema do Recife e, por indicação de uma amiga, estamos cá postando trechos das críticas, para compartilhar (vocês podem ler as críticas na íntegra no próprio site da Janela Crítica)

Os objetos que as detonam
por George Carvalho

Um chocolate branco, um óculos, uma camisa melada. Não passariam de simples objetos se não personificassem a inadequação ao ambiente onde estão inseridos dos protagonistas de Laurita, O presidente e Nº27 (foto), três dos quatro curtas brasileiros reunidos no programa Sensações de inadequação, da II Janela Internacional de Cinema do Recife.

(...)
Os paulistas Laurita e O presidente exalam sutileza através do universo infantil de seus personagens Laura e Victor, respectivamente. A garota que vive com a mãe na casa de parentes transgride regras estabelecidas implicitamente para sua condição de agregada. Um chocolate branco aparece como o estopim dessa situação, que resulta na saída de Laura e da mãe do lar que não é seu.

Já Victor é uma criança cuja visão perfeitamente sadia impede que ele realize o sonho de ter seus próprios óculos. Entre idas a oculistas e a mania de usar óculos alheios, o menino acaba enxergando mais do que devia, causando um mal-estar na relação entre mãe e filho. Nos dois filmes, destaque para as interpretações convincentes, principalmente dos jovens atores, e para as personagens bem construídas e delineadas.

(...)
Em Sensações de inadequação, a vontade e os esforços nem sempre válidos de querer se descobrir como parte de um todo unem os personagens retratados nos quatro filmes. Situações assim não são raras no dia-a-dia. A diferença pode estar apenas nos objetos que as detonam ou na maneira como ocorre. Logo após, é quase certo que algo mude, embora não se saiba necessariamente o quanto isso é bom ou ruim...

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A DISNEY NÃO É AQUI
por João Roberto Cintra

É peculiar que em uma sessão chamada "Sensações de Inadequação" três histórias sejam sobre crianças - e a última sobre um adolescente. O saudosismo que costumam ter os adultos sobre essa fase fantasia a tensão e a solidão de quem ainda está nela.

Em Laurita, de Roney Freitas, a leve, mas presente, sensualidade de uma menina de 11 anos dá o tom da consciência (ou despertar dessa) do próprio corpo e do mundo. Várias mulheres dialogam ao longo do filme, em um encontro que coloca em evidência o universo feminino pela analogia da disputa pela voz da família naquele espaço reunida: de repente as brincadeiras de infância não acabaram, ou são preparações para as relações de poder da vida adulta.
(...)

Walt Disney fez um bom trabalho minimizando o lado sombrio que existia nos contos de fada em sua origem. Mas nem sempre ele está presente para fazer finais felizes. Às vezes a arte imita a vida.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PRÊMIO no festival de Juiz de Fora














LAURITA ganha prêmio de melhor montagem
no festival PRIMEIRO PLANO 2009!


" (...)
Melhor Montagem – Alexandre Taira, por Laurita
Por construir o real silenciosamente através dos detalhes, transformando o cotidiano numa sensação."

confira
aqui, no link do Primeiro Plano